Quem Mexeu no Meu iPod?






31.12.14

Any Shuffle 73 Season Finale 2014

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Anteriormente em Season Finale: 2010, 2011, 2012 e 2013.



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01 Chance the Rapper - No Better Blues
02 The Antlers - Parade
03 Chris Garneau - Between the Bars
04 Jeff Buckley - Lilac Wine
05 James Murphy - Photographs
06 T. Rex - Life is Strange
07 Beck - Heart is a Drum
08 Snowbird - All Wishes are Ghosts
09 The Antlers - Doppelgänger
10 Radiohead - How to Disappear Completely


"... But I've got to collect myself. I don't ask to have it easy, but I need a little tranquillity. I can't switch from one thing to another so easily... I don't want another job; I want a complete break. I want to be with myself for a while, see how it feels. I hardly know myself, living the way I do. I'm engulfed. I know all about others - and nothing about myself. I know only that I feel. I feel too much. I'm drained dry. I wish I could have days, weeks, months, just to think. Now I think from moment to moment. It's a luxury, to THINK." Sexus (Henry Miller)

To be continued...

17.12.14

Os Melhores Filmes de 2014 por John Waters

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O sempre divertido cineasta John Waters mais uma vez selecionou seus filmes favoritos de 2014 de acordo com seu gosto excêntrico.



10 OS FILMES DE JOANNA HOGG (Unrelated [2007]; Archipelago [2010]; and Exhibition [2013])
Como a miniretrospectiva do Film Society of Lincoln Center deixou claro, as cenas perfeitamente enquadradas de ressentimentos familiares fervorosos e os silêncios constrangedores desta diretora britânica vão impressioná-lo de uma forma severamente modesta, o que deve ser o suficiente. Mais do que suficiente.

9 VIOLETTE (Martin Provost)
Uma cinebiografia otimista sobre um dos meus antigos ídolos literários, Violette Leduc (também conhecido como o "Genet mulher"), uma duplamente infeliz bissexual que só se apaixona por homens gays ou mulheres heterossexuais que ainda encontra a salvação através da escrita. O fato de que ela não comete suicídio parece ser um final feliz.

8 NINFOMANÍACA: VOLUME I E VOLUME II (NYMPHOMANIAC: VOLUME I and VOLUME II, Lars von Trier)
O filme “I, a Woman” encontra “Salò – 120 dias de Sodoma”. Agradeço ao diretor para cada segundo hediondo desta obra-prima cômica.

7 O PEQUENO QUINQUIN (LI’L QUINQUIN, Bruno Dumont)
Sim, existem caipiras na França. Um mistério gracioso de celeiro cômico que faz a pergunta incômoda: Quem está matando as pessoas no campo, cortando seus corpos e colocando os pedacinhos nos cus das vacas?

6 WHO TOOK JOHNNY (David Beilinson, Michael Galinsky, and Suki Hawley)
Um incrível documentário lunático e confuso sobre crianças desaparecidas com reviravoltas que vão deixar, você assustado, surpreso e animado. Tão bom quanto “Na Captura dos Friedmans”.

5 GLORIA (Sebastián Lelio)
Um filme deprê para encontros românticos para a terceira idade que amam suas vidas, mas odeiam comédias românticas.

4 O CHEIRO DA GENTE (THE SMELL OF US, Larry Clark)
Quando o diretor, atuando como um beberrão de vinhos baratos chamado Rockstar, realmente chupa os dedos do seu astro adolescente francês na telona (e ainda com legendas!), você sabe que está pra lá do Odorama. O cheiro aqui pode ser maduro, mas Larry Clark está de volta em sua melhor forma. Ah, sim... É um ótimo musical.

3 O SEQUESTRO DE MICHEL HOUELLEBECQ (THE KIDNAPPING OF MICHEL HOUELLEBECQ, Guillaume Nicloux)
Meu escritor favorito é agora uma estrela de cinema, e ele é ótimo interpretando a si mesmo em uma novela policial de adivinhação que revisita sua supostamente factual, mas ainda vago e inexplicável sequestro durante a turnê de lançamento de seu livro. Será que isso realmente aconteceu, ou era Houellebecq apenas bêbado? Quem sabe? Quem se importa? Eu sim, muito.

2 CHARLIE VICTOR ROMEO (Robert Berger, Patrick Daniels, and Karlyn Michelson)
Um filme experimental sobre medo de voar em 3D de roer as unhas, onde você está trancado em seis cockpits separados com a tripulação de voo enquanto eles reencenam diálogos de caixa-preta de contratempos e acidentes de aviação reais. O filme de avião mais assustador já feito.

1 MAPAS PARA AS ESTRELAS (MAPS TO THE STARS, David Cronenberg)
Hilariantemente engraçado e, ouso dizer, sim, nocivo. Eu amo esse filme mais do que amo meu próprio bigode.



Relembre os anos de 2008,2009,2010,2011, 2012 e 2013!

Aproveite e ouça a mixtape especial "This Filthy Shuffle" em homenagem aos 50 anos de carreira de John Waters.

4.12.14

Special Shuffle 06 This Filthy Shuffle

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Uma mixtape especial em homenagem aos 50 anos de carreira do cineasta, escritor, compositor, ator e comediante John Waters com músicas de seus filmes e outras inspiradas. Cheio de "doo-wop", "shimmy shimmy ya", "shalalees" girlish pop dos anos 50 e 60, rockabilly, gritinhos, dancinhas e "iê, iê, iês"!

O americano John Waters, conhecido como "Papa do Trash" por ter dirigido filmes cults como "Pink Flamingos", "Problemas Femininos" e os mais conhecidos, "Hairspray" e "Cry Baby", sempre foi um fã obcecado de música - seu primeiro longa-metragem, "Mondo Trasho", contém pouquíssimos diálogos e sua história é contada através de trechos de músicas gravadas a partir da própria coleção do diretor.

Com seu cinema transgressor e influente, chocou os públicos dos anos 1970 e continua a deixar a audiência de boca aberta até hoje. Seus filmes são fáceis de serem subvalorizados e sua arte nunca é calculada, só escoa para fora, sua ousadia serve para fazer rir e chocar, discutindo com ironia sua visão da sociedade americana clássica, subvertendo opiniões, mas sempre com algum afeto grotesco. Sua filmografia parece um milagre e não deve passar despercebida!

“You have to learn the rules in good taste to have fun in the bad taste…. It’s about a play on taste… The real good taste is appreciating all kinds of tastes and learning from bad taste, and using it as a spicy to fight the tearing of humorless good taste. but at the same time pay respect… You gotta love what you’re making fun of.”
John Waters


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01 Patience and Prudence - Tonight You Belong To Me
02 Patti Page - Doggie in the Window
03 Lou Christie - Two Face Have I
04 The Shangri-Las - Remember (Walking in the Sand)
05 Leslie Gore - You Don’t Own Me
06 Little Peggy March - I Wish I Were a Princess
07 John & Jackie - Little Girl
08 The Bracelets - Waddle Waddle
09 Lou Christie & The Tammys - Egyptian Shumba
10 Joy Dawn - Hang It Up
11 Dee Dee Sharp - Gravy (For My Mashed Potatoes)
12 Rachel Sweet - Hairspray
13 Ike & Tina Turner - Finger Poppin’
14 Link Wray - The Swag
15 Frankie Lymon & The Teenagers - I’m Not a Juvenile Delinquent
16 The Royal Teens - Short Shorts
17 Elvis Presley - I Got Stung
18 Little Richard - The Girl Can’t Help It
19 The Tyrones - Pink Champagne
20 The Trashmen - Surfin’ Bird
21 Nervous Nervous - Dig
22 The Rock-A-Teens - Woo-Hoo
23 Josie Cotton - Johnny Are You Queer?
24 Divine - Female Trouble

Diálogo de "Mondo Trasho":

LADY 1: Is that a boy or a girl?
LADY 2: Is it a faggot?
LADY 1: It's a dyke.
LADY 2: No, it's a hippie.
LADY 1: A communist?
LADY 2: Perhaps it's a drag queen.
LADY 1: Or a wash rag queen.
LADY 2: It's probably a speed freak.
LADY 1: Or a pothead.
LADY 2: Or a muffin queen.
LADY 1: Look at her. It's just a whore.
LADY 2: Or maybe a golddigger.
LADY 1: She's a hustler.
LADY 2: Yeah, or some sort of intellectual.
LADY 1: She's probably a rimmer.
LADY 2: Hmmm. Maybe a speed freak.
LADY 1: A chicken queen.
LADY 2: Or a shrimp freak.
LADY 1: But, but it could be a narc.
LADY 2: Yeah, or maybe a beatnik.
LADY 1: Or a junkie.
LADY 2: Yes or an acid-head.
LADY 1: Or a spade.
LADY 2: Or just a gigolo.
LADY 1: Just a flower child.
LADY 2: Yeah, a shit-kicker.
LADY 1: Or a red.
LADY 2: Yeah, or a glamour girl.
LADY 1: Maybe she's some just sort of snob.
LADY 2: Maybe just some Polack.
LADY 1: Or a warmonger.
LADY 2: Yeah or an S&M queen.
LADY 1: Oh, it's just a teenager
LADY 2: Yeah, maybe it's one of those Hell's Angels.
LADY 1: You think it's a baby butch?
LADY 2: It could be a fag hag.
LADY 1: Or maybe it's a b-girl.
LADY 2: Yeah, or a closet queen.
LADY 1: A hairhopper.
LADY 2: Yeah, maybe a movie star.
LADY 1: Well, she's a dropout of some sort.
LADY 2: Yeah. What is that word? Uh, dingleberry.
LADY 1: Or a draft dodger.
LADY 2: Yeah, or maybe just a runaway.
LADY 1: Or some sort of, you know, peacenik.
LADY 2: Yeah, or a hooker.
LADY 1: Or she's one of those Yippies.
LADY 2: Mmmm. Maybe it's one of those jet-setters.
LADY 1: But I'll bet it's just a whore.
LADY 2: Yeah, or maybe a dinge queen.
LADY 1: A rimmer.
LADY 2: Yeah, or a size queen.
LADY 1: A hustler.
LADY 2: Oh, she makes me sick.
LADY 1: Whore.

14.11.14

Quick Shuffle 26 The Fear That Everything Has Already Been Done

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01 Imogen Heap - Me, The Machine
02 The Sundays - Hideous Towns
03 Anna Calvi - Cry
04 Låpsley - Falling Short
05 Sylvan Esso - Wolf
06 Sharon Van Etten - Every Time The Sun Comes Up

“In the mind world, ideas are the indestructible elements which form the jeweled constellations of the interior life. We move within their orbits, freely if we follow their intricate patterns, enslaved or possessed if we try to subjugate them. Eveything external is but a reflection projected by the mind machine.”
  ― Henry Miller, Sexus

2.11.14

Any Shuffle 72 Día de los Muertos 5

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A wicked mixtape.


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Intro: Ding, Dong! Harry Potter is Bewitched!
01 Kate Bush - Waking the Witch
02 Fleetwood Mac - Rhiannon
03 Hole - Softer, Softest
04 Siouxsie and the Banshes - Spellbound
05 Yoko Ono and The Brother Brothers - Yes, I’m a Witch
06 Arcade Fire - Joan of Arc
07 Uncle Acid and the Deadbeats - Wicked Annabella
08 Black Sabbath - The Wizard
09 Rattles - The Witch
10 Sonics - The Witch
11 Thurston Moore - Wonderful Witches
12 Queens of the Stone Age - Burn the Witch
13 The Wytches - Wire Frame Mattress
14 Lene Lovich- The Wicked Witch
15 Quintron & Miss Pussycat - Witch in the Club
16 Bette Middler - I Put a Spell On You

“Witches have red eyes, and cannot see far, but they have a keen scent like the beasts, and are aware when human beings draw near.” Hansel and Gretel (The Brothers Grimm)

Ouça também: Día de los Muertos, Día de los Muertos II, Día de los Muertos III e Día de los Muertos IV

22.10.14

Any Shuffle 71 Marshmallow Madness

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A chewable mixtape with indie pop jams. Eat it before reality bites you.


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01 Richard & Linda Thompson - I Want To See the Bright Lights Tonight
02 Jenny Lewis - Just One of the Guys
03 Alvvays - Archie, Marry Me
04 The Pains of Being Pure at the Heart - Kelly
05 The New Pornographers - Dancehall Domine
06 Camera Obscura - Do It Again
07 Joy Zipper - Go Tell The World
08 Delta 5 - Mind Your Own Business
09 The New Young Pony Club - Ice Cream
10 Jean Leloup - 1990
11 The Preatures - Is This How You Feel?
12 HAIM - The Wire
13 Slow Club - The Pieces
14 The Pretenders - Back On The Chain Gang
15 White Fence - Like That

14.10.14

Any Shuffle 70 Baked in the Sun

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An eclectic mix of hazy, chilling songs to transport you to outside as you see the sunset through the window of your office. Turn on the air conditioner, get hooked on sunshine and the grooves.


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01 Kool & The Gang - Summer Madness
02 Seu Jorge - Everybody Loves the Sunshine
03 Mac DeMarco - Ode to Viceroy
04 Ned Doheny - Get It Up For Love
05 Beyoncé - Drunk in Love
06 Lana Del Rey - West Coast
07 Ice Cream - Fired Up
08 Feliz Da Housecat - Turn Me On A Summer Smile
09 Brothertiger - A House of Many Ghosts
10 Real State - Had to Hear
11 Tycho - Awake

17.9.14

Any Shuffle 69 Last Call

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What are the "tingles" we feel when listening to music? Even if we remain in stillness one must listen to the last call, even if it's a cry or a whisper. An introspective electronic rock mixtape.


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01 Radiohead - Lotus Flower (SBTRKT Remix)
02 David Lynch - Last Call
03 The Weeknd - Gone
04 Burial & Four Tet feat. Thom Yorke - Mirror
05 FKA twigs - Two Weeks
06 The Acid- Fame
07 Alt-J - Hunger of the Pine
08 Woman's Hour - In Stillness We Remain
09 Cloud Castle Lake - A Wolf Howling
10 Primal Scream - Walking With Rhe Beast

20.8.14

Any Shuffle 68 The Reason Occult

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01 Denim - I Saw the Glitter on Your Face
02 Unknown Mortal Orchestra - So Good at Being in Trouble
03 Wild Beasts - Mecca
04 Nada Surf - Love and Anger (Kate Bush cover)
05 Eels - New Alphabet
06 Philip Selway - Coming Up for Air
07 The Horrors - So Now You Know
08 Arcade Fire - Normal Person
09 Interpol - All the Rage Back Home
10 The Smashing Pumpkins - Here is No Why
11 My Bloody Valentine - Sometimes

1.7.14

Any Shuffle 67 Turn Into Something

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Amazed how the fire turns the nicotine into smoke for my lungs be filled with that later will be cancer. Feeling like I’m taking good songs and turning it into a bad mixtape. At the end it doesn’t matter if you burn out or fade away as long as you turn into something. And I need to turn into something I need.


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01 The Antlers - Palace
02 Ghoestpoet - Sloth Trot
03 Pixies - Andro Queen
04 Joy Division - Disorder
05 The War on Drugs - Under the Pressure
06 Nirvana - Something in the Way
07 Chet Faker - Cigarettes and Loneless
08 Jagwar Ma - Did You Have To
09 Broken Social Scene - Lover’s Spit
10 Animal Collective - Turn Into Something

4.6.14

Quick Shuffle 25 Tomorrow You May Sing in Paradise

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A spring shuffle without the flowers. An autumn shuffle without the leaves. A winter shuffle without the snow. A summer shuffle without the sun. A kind of happy shuffle.


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01 The Carpenters - California Dreamin’
02 Simon & Garfunkel - The 59th Street Bridge Song (Feelin’ Groovy)
03 The Lovin’ Spoonful - Daydream
04 Os Mutantes - Le Premier Bonheur Du Jour
05 Velvet Underground - Who Loves the Sun
06 Belle & Sebastian - There’s Too Much Love
07 The Kinks - Where Did My Spring Go

“Tomorrow you may bring about the destruction of your world. Tomorrow you may sing in Paradise above the smoking ruins of your world-cities. But tonight I would like to think of one man, a lone individual, a man without name or country, a man whom I respect because he has absolutely nothing in common with you - MYSELF. Tonight I shall meditate upon that which I am.”
  ― Henry Miller, Black Spring

4.5.14

Any Shuffle 66 A Single Word

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An up-downbeat barely danceable mixtape. A manifestation of sound images and fantasy. Sometimes all you need to say can be said with a single word. Sometimes you have to use a set of songs. What else can I add but the sound itself?


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01 James Blake - Retrograde
02 Massive Attack - Teardrop
03 BANKS - Goddess
04 Twin Shadow - Forget
05 BROODS - Bridges
06 Sylvan Esso - Coffee
07 SOHN - Tremors
08 Air - Remember
09 Little Dragon - Feather
10 Coldplay - Midnight
11 Björk - Cocoon
12 Bach - Prélude

23.4.14

Any Shuffle 65 Troublue

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No hay acaso! A blue mixtape. Some songs that could be sung by a gloomy singer on an abandoned cabaret on a sold out night full with a lonely crowd.


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01 Bobby Vinton - Blue Velvet
02 Nancy Sinatra & Lee Hazlewood - Velvet Morning
03 Françoise Hardy - Les Temps de l’Amour
04 Sabina - Non mi Aspettare
05 Sparks - Never Turn Your Back on Mother Earth
06 Herman Dune - How Things Slide
07 Sharon Van Etten - Taking Chances
08 David Bowie - Wild Is The Wind
09 Lykke Li - No Rest For The Wicked
10 Mazzy Star - I’m Less Here
11 Cat Power - Wonderwall
Epilogue: Isabella Rossellini - Blue Velvet (No Hay Banda Crossed Edit)

8.4.14

Any Shuffle 64 Impossible Knots and Accidental Adventures

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Um shuffle experimental feito durante a madrugada e que ganhou vida própria. Não é difícil, apenas frágil. Em sua própria maneira estranha. Nunca sei da minha própria força - apenas carregado pelas pessoas ao meu redor. Não sei de onde vem, só sei que por um minuto me perdi. Misturo texturas, batidas, passado, presente e deixo o futuro incerto. Para ouvir com fones de ouvido e num bom volume.


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01 Coleman Hawkins - Spar 23
02 Burial - Shell of Light
03 Billie Holliday - Guilty
04 Jamie XX - Sleep Sound
05 Ennio Morricone - Ti Prego Amami (Film Version)
06 The Knife - Oryx (Xyro Reversed Ikemonster Edit)
07 FKA twigs - Water Me
08 Duke Ellington - Coffee Mornin’
09 Lil SIlva - No Doubt (Feat. Rosie Lowe)
10 Charles Mingus - Freedom (Ikemonster didn’t intro)
11 J Dilla - Over The Breaks
12 Miles Davis - Shhh
13 Massive Attack - Karmacoma
14 Miles Davis - Peaceful (“Inside My Head” Preach Sermon Ikemonster Edit)

Sawabona Shikoba!
SAWABONA, é um cumprimento usado na África do Sul e quer dizer:
"Eu te respeito, eu te valorizo. Você é importante pra mim"

Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA,que é:
"Então, eu existo pra você"

31.3.14

Any Shuffle 63 Let’s All Hope That This All End Up Soon - Part 2

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Three years and 43 mixtapes later and I’m still thinking about something different that I don’t know what it is. And the process still the same: connecting songs to surpass the meaning.


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01 Beck - I Guess I’m Doing Fine
02 Radiohead - How Can You Be So Sure?
03 The National - Demons
04 Angel Olsen - Hi-Five
05 Courtney Barnett - Avant Gardener
06 Yo La Tengo - Autumn Sweater
07 Super Furry Animals - If You Don’t Want Me To Destroy You
08 Flaming Lips - Do You Realize??
09 Jeff Buckley - Last Goodbye
10 Nick Cave & The Bad Seeds - People Ain’t No Good

Ouça também: Let’s All Hope That This All End Up Soon

20.3.14

Any Shuffle 62 Songs for Us

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01 Damon Albarn - Lonely Press Play
02 Radiohead - Palo Alto
03 Daft Punk - Instant Crush (feat. Julian Casablancas)
04 Björk - Miss You
05 London Grammar - Hey You (Bonobo Remix)
06 Hot Chip - One Life Stand
07 Metronomy - Love Letters
08 Phoenix - If I Ever Feel Better
09 The Knife - From Off to On
10 Arcade Fire - Supersymmetry (Supersymmetric Edit)

18.3.14

Favoritos 2013 | Filmes

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Em ordem alfabética.


12 Anos de Escravidão (12 Years of Slavery, Steve McQueen)
O tão comentado novo drama de Steve McQueen (Shame) merece um lugar na história do cinema por fazer um filme necessário sobre a própria história da humanidade. Apresentado de forma imediata, as memórias de Solomon Northup, negro livre – sequestrado e escravizado no sul dos EUA durante os anos 1840 – ganham vida nas mãos deste diretor que compõe cenas meditativas e poéticas, embora tratando de um tema sombrio e cruel. A cena onde os escravos continuam com sua rotina diária enquanto Solomon (Chiwetel Eijofor, poderoso, mas quase over) luta por horas para se manter de pé e não ser enforcado é perturbadora, ainda mais com a incessante trilha sonora de Hans Zimmer. Apesar de uma quebra do ritmo no meio da projeção e o gore elevado em uma cena crucial do filme, a força desta história supera todos esses detalhes. Junte isso com a verdadeira dona da fita: Lupita Nyong’o (Oscar de atriz coadjuvante), numa atuação dilacerante; e também a Michael Fassbender, que juntos entregam uma química negativa entre personagens tão forte que chega a ser arrepiante.


A Caça (Jagten, Thomas Vintesberg)
A vida de um professor de jardim de infância (Mads Mikkelsen, ótimo) é transformada num verdadeiro inferno quando uma aluna o acusa falsamente de atos obscenos. Sem provas , a polícia local se recusa a prende-lo, o que só piora a situação, já que para expulsar o mal, os moradores desta pequena cidade decidem fazer “justiça” com as próprias mãos. Dirigido por Thomas Vinterberg (Festa de Família, Querida Wendy), este drama poderoso, sufocante e angustiante causa mal estar ao mostrar uma comunidade contra um indivíduo – aos olhos da maioria, sua inocência é irrelevante – o forçando a se sentir culpado por um crime que não cometeu.


A Grande Beleza (La Grande Bellezza, Paolo Sorrentino)
A vulgarização de uma cidade, das artes, da religião, da felicidade, da tristeza e da própria vida nunca foi tão bem aproveitada. A odisseia pessoal de um jornalista playboy e superficial na meia idade, debochando das filosofias de seus amigos intelectuais (não se perca dos excelentes diálogos) em jantares e festas intermináveis é um belo disfarce de quem não se preocupa com o que está acontecendo ao seu redor – principalmente se este lugar é Roma (nunca tão lindamente filmada). Um conto moderno, sucessor dos clássicos de Fellini e Antonioni. Para ver mais de uma vez!


Antes da Meia Noite (Before Midnight, Richard Linklater)
Com uma bagagem histórica de 18 anos (desde Antes do Amanhecer, de 1995 e Depois do Pôr do Sol, de 2004), o casal Jesse e Celine agora troca ideais juvenis por desafios da meia idade, paternidade e relacionamentos longos. A criação ousada e ambiciosa do diretor Richard Linklater em retratar o peso de um relacionamento década por década ganha aqui seu tratamento romântico mais sincero e dolorosamente verdadeiro. Destaque para a cena onde uma senhora observadora descreve impecavelmente o sentimento de perda.


Azul é a Cor Mais Quente (La Vie d’Adèle – Chapitres 1 et 2, Abdellatif Kechiche)
Atento aos detalhes de uma relação amorosa (seja ela homo ou heterossexual), a visão audaciosa do diretor Abdellatif Kechiche faz com que o espectador se envolva tanto neste relacionamento quanto suas duas protagonistas em suas detalhadas três horas de duração. Acima de qualquer polêmica que envolveu o filme, ele tem destaque na interpretação visceral de Adèle Exarchopoulos e na visão do diretor em retratar uma relação amorosa extremamente real, em todos os sentidos. Imperdível.


Behind the Candelabra (Steven Soderbergh)
Seguindo a fórmula de uma cinebiografia e indo mais além, o romance de Liberace (Michael Douglas numa das atuações do ano) com o bonitão Scott Thorson (Matt Damon, imperdível) é o foco deste filme feito pela HBO (nenhum estúdio de Hollywood quis produzir). A liberdade dada pelo estúdio de TV deu força a história íntima do pianista gay com seu lover boy – as melhores cenas se passam na cama do casal! Divertido e dramático, o filme vai atrás da pessoa real que era o artista, por trás das roupas glamorosas, perucas perfeitas, cirurgias plásticas, glitter e escândalos que ninguém sabia.


Blue Jasmine (Woody Allen)
É transcendente a experiência de ver Cate Blanchett (atuação do ano) se desconstruindo na sua frente, cena a cena. Mas o filme que trouxe de volta Woody Allen a sua forma (mais uma vez) vai além de atuações fantásticas; os diálogos hábeis andam perfeitamente entre a linha tênue da comédia e do drama, com um toque legítimo que só um mestre pode transmitir.


Dentro de Casa (Dans la Maison, François Ozon)
A comédia de suspense do diretor François Ozon coloca os espectadores nas mesmas posições dos personagens. Mas não é assim em todos os filmes? Aqui, Ozon se diverte nas metáforas e nos truques da narrativa para brincar com o tema do voyeurismo, onde aquele que observa está envolvido naquilo que vê. Na história, um professor de literatura incentiva, ajuda e critica a redação de um aluno que narra ele mesmo numa série de capítulos envolvendo a amável família classe média de um colega de classe, imaginando a vida deles dentro de casa e querendo descobrir mais – e nós também! Um “Janela Indiscreta” remodelado, as vezes muito literalmente, mas é uma diversão inteligente!


É o Fim (This Is the End, Evan Goldberg, Seth Rogen)
Jogando celebridades no inferno e deixando algumas para sofrerem no Apocalypse, a dupla de “Superbad” (Seth Rougen e Evan Goldberg) dirige a comédia mais engraçada do ano! Jonah Hill, Jay Baruchel, Danny McBride (excelente), Craig Robinson, James Franco (maravilhoso) e o próprio Seth Rogen interpretam versões hilariantes e exageradas deles mesmos nessa “metasátira” feita entre amigos.


Ela (Her, Spike Jonze)
Da mente criativa e imagética de Spike Jonze nasce uma fábula romântica de ficção científica sobre um escritor de cartas triste (Joaquin Phoenix, fenomenal) que se apaixona por seu sistema operacional com inteligência artificial (Scarlett Johansson em seu melhor papel desde Encontros e Desencontros). Um conto bonito, único e por que não, assustador sobre romance e solidão numa época onde ninguém realmente está sozinho.


Ferrugem e Osso (De Rouille er d’os, Jacques Audiard)
Duas pessoas acostumadas com seus domínios físicos sobre o músculo, sexo e beleza se encontram a partir de desafios que não estavam treinados: ela, uma treinadora de baleias de um parque aquático, que perde as pernas num acidente; e ele, um homenzarrão que sonha em ser campeão de lutas marciais que se muda para a casa da irmã com o filho pequeno. O diretor Jacques Audiard (do ótimo Profeta) está interessado aqui no que resta das pessoas quando elas perdem algo. Um filme sensual e corporal onde os personagens são forçados a começarem do zero, tendo como base suas fraquezas e suas vidas quebradas.


Frances Ha (Noah Baumbach)
A dançarina de 27 anos, Frances (Greta Gerwig, que também co-escreveu o filme, está excelente) vê sua renda diminuir, uma vida amorosa evaporar e uma amizade se desgastar enquanto está sendo devorada viva por NY, mas de alguma forma consegue sorrir disso tudo. Sua espontaneidade, sua invenção verbal e gestual são comoventes: Frances é uma artista cujo meio é a sua própria vida, e homenageando os clássicos modernos franceses, o diretor Noah Baumbach acerta com o visual preto e branco, trilha sonora divertida e charmosa numa história cheia de possibilidades. Uma amiga resumiu bem: “todo mundo é o ‘fake-namô’ de todo mundo”.


Gravidade (Gravity, Alfonso Cuarón)
“Como ele fez isso?” Faz tempo que eu não saia do cinema com esta pergunta. Desde a sequência de abertura que te coloca em plena órbita com os astronautas na tela até a luta pela sobrevivência de uma Sandra Bullock competente (tem lugar melhor para ver essa atriz do que perdida no espaço?) – este já clássico da ficção científica dirigido com incrível habilidade por Alfonso Cuarón vai te deixar tenso como nunca! Apesar do sentimentalismo que não adiciona muito ao conteúdo, o filme entrega um espetáculo visual inacreditável.


Histórias que Contamos (Stories We Tell, Sarah Polley)
Neste fascinante documentário, a atriz e diretora Sarah Polley (Longe Dela) vira a câmera contra a sua família enquanto revela os segredos sobre sua própria origem. Mesclando fatos com ficção, ela cria uma incrível e inquietante reflexão sobre família, memória e principalmente sobre contar histórias. O achado do ano!


Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum (Inside Llewyn Davis, Ethan Coen, Joel Coen)
Filmado com uma fotografia melancólica, a visão dos irmãos Coen em cima da cena musical folk dos anos 60 em NY paira na jornada do músico Lllewyn Davis (o excepcional Oscar Isaac) através de sua integridade musical que começa pelo desconhecido e avança em situações penosas que parecem não terem fim. Muitas vezes, o único caminho para chegarmos a algum lugar é pela incerteza. Trilha sonora maravilhosa!


Lições de Harmonia (Uroki Garmonii, Emir Baigazin)
Em seu primeiro longa, o diretor Emir Baigazin demonstra um belo trabalho de composição digital neste estudo bem executado sobre bullying e vingança numa pequena cidade do Cazaquistão. Atuações intensas de um elenco jovem não profissional, um olhar frio e bem elaborado com cenas kafkianas, evocando também desde “Crime e Castigo” a Darwin, em voz única.


Nebraska (Alexander Payne)
Dirigido com perfeição e percepção astuta de Alexander Payne a partir de um roteiro de Bob Nelson e com a mais bela fotografia do ano, Nebraska é um excelente drama leve com tons de “Dom Quixote”, que mostra o sonho americano como desejos fantasmagóricos de uma cidadezinha do interior esquecida. E o ceticismo sobre a família, a sorte e do sonho da felicidade é encantador! Um “Pequena Miss Sunshine” geriátrico! Bruce Dern e June Squibb memoráveis!


O Ato de Matar (The Act of Killing, Joshua Oppenheimer)
O documentário de Joshua Oppenheimer é um dos mais estranhos e arrepiantes já feitos. Investigando o genocídio de possíveis comunistas e chineses na Indonésia em 1965/66, o diretor vai até os dias de hoje para ver as consequências desses atos terríveis entrevistando os próprios assassinos que ainda estão no poder! A arrogância, orgulho e o sorriso nos rostos dos assassinos que descrevem seus massacres são chocantes. E durante a fita eles vão reencenar seus atos terríveis usando eles mesmos e moradores locais como atores amadores de uma produção B assustadora e ao mesmo tempo surreal (números musicais se mesclam com ataques a vilas inteiras) até chegar num final nauseante e desconcertante para todos.


O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall of Street, Martin Scorsese)
Martin Scorsese é pop! A grandiosa jornada do corretor da bolsa de valores Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio com uma energia nunca vista antes) é retratada da mesma forma em que viveu seu protagonista: cheia de excessos e sem nenhuma vergonha sobre isso! Totalmente amoral, uma queda livre mortal nas drogas (a cena dos “Quaalude” nasce clássica!), exploração sexual e acumulação exacerbada de riquezas. Um Scorsese triunfante e hilariante (de forma letal!).


Os Amantes Passageiros (Los Amantes Pasajeros, Pedro Almodóvar)
Haters gonna hate! Este último filme do diretor espanhol é para fãs hard-core e da primeira fase de Almodóvar. Afinal, quem leva a sério este mestre do pastiche? Cheio de pantonimia, piadas de mau gosto e clichês este filme é a farsa do ano. Destaque para a sequência de dança onde o trio cômico de comissários de bordo gays dubla o hit da banda Pointer Sisters. Alguns vão desejar que o avião caia!


Pais e Filhos (Soshite chichi ni naru, Hirokazu Koreeda)
Depois de seis anos criando seu filho único, o casal Ryota e Midori descobre que tiveram o filho trocado na maternidade. Em seguida, o casal encontra seu filho biológico e a família que o criou e como um ótimo melodrama, estas famílias não poderiam ser mais diferentes uma da outra. Enquanto Ryota é um empresário ambicioso e frio que preza uma educação rigorosa para o filho, seu filho biológico foi criado com outras duas crianças e pais mais emotivos. Com muito cuidado ao dirigir esta história tão pesada e dramática, o diretor busca uma perspectiva sutil e honesta para o embate e desconforto que as famílias sofrem ao decorrer da trama, onde os personagens serão forçados a enfrentarem os lados mais sensíveis deles mesmos.


Short Term 12 (Destin Cretton)
Essa comédia dramática agridoce indie conta a história de Grace, supervisora de um lar temporário para jovens problemáticos enquanto ela mesma encara seu próprio passado obscuro e futuro incerto. Entre tristezas e alegrias, um filme cativante com excelentes atuações – principalmente do elenco jovem.


Spring Breakers (Harmony Korine)
Dirigido por Harmony Korine (Kids, Gummo, Mister Lonely), este é um dos filmes mais marcantes do ano – ame ou odeie. Engraçado, obscuro, sempre provocador e hedonista tem uma câmera intrusa que passeia pelos corpos das meninas de biquíni (que antes eram modelos exemplares “Disney”) e por festas coloridas e delirantes. O filme, exagerado em estilo, parece ter sido dirigido pelas próprias protagonistas com seus iPhones. O personagem de James Franco é um destaque a parte (ele merecia o próprio filme).


Still Life (Uberto Pasolini)
Com uma direção estática que soma a uma atuação surpreendente e maneirista de Eddie Marsan, este conto frágil e bonito, levemente cômico e dramático, sobre um solitário que tem como trabalho encontrar o parente mais próximo daqueles que morrem sozinho, tem um final ao mesmo tempo cruel, afetuoso e totalmente comovente.


Turning (Charles Atlas)
Baseado na aclamada turnê de mesmo nome da banda Antony and the Johnson, este documentário musical explora com coração a performance de 13 mulheres notáveis que se transformam no palco com a ajuda das belas canções de Antony Hegart. Uma experiência íntima e cinematográfica que explora temas como identidade, gênero e força feminina.


Um Estranho no Lago (L’inconnu du lac, Alain Guiraudie)
Num lago frequentado por homens gays a procura de sexo fácil (ou “algo mais”, ou “algo menos”), um assassinato é cometido e as duas únicas testemunhas são você e o frequentador Franck. A partir disso, o diretor Alain Guiraudie cria um suspense hitckcockiano dentro de um microcosmo social onde a ameaça é sedutora, está sempre por perto e pode te levar a autodestruição. E sobre quem seria o tal do “estranho no lago”? Eu ainda acho que é o espectador!



Veja os favoritos de 2011 e 2012!

19.2.14

Favoritos 2013 | Séries

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Em ordem alfabética.


American Horror Story: Coven
No primeiro episódio temos Kathy Bates ameaçando escravos (“se você não ficar quieto, abro sua boca e enfio mais merda dentro dela”) e espalhando sangue fresco no rosto num ritual de beleza bizarro. Pensei comigo: preciso assistir. Daí pra frente quem rouba a cena é Jessica Lange (num overacting maravilhoso de se ver), referências a Fleetwood Mac (Stevie Nicks participa da série) e uma história tão embaralhada, com tanta coisa acontecendo e uma filmagem que exagera em todos os efeitos disponíveis (de fish eye a lens flares). Tão ruim que fica boa.


Arrested Development
Muitos temeram e muitos tiveram altas expectativas com a volta da família Bluth (que foi abruptamente cancelada em 2006). Juntando a opção de ver tudo de uma vez do Netflix com a força criativa dos escritores, foi criado um jogo de episódios com foco em cada personagem onde histórias se entrelaçam e acontecimentos se revelam. Além disso, foi um prazer ver novas cenas de personagens inesquecíveis como Lucille, Buster e Tobias Funke.


Boardwalk Empire
Depois de uma terceira temporada labiríntica com muitas histórias paralelas acontecendo ao mesmo tempo (mas mesmo assim ótima), a quarta temporada encontrou um ritmo mais amarrado na narrativa de personagens diversos com temas em comum (o fardo da família, as barreiras das raças e uma cruzada cheia de crime em busca do poder). Em seus 12 episódios, cada um bem estruturado e com força única, o arco de cada personagem poderia preencher um filme - com destaque para o núcleo de Chalky White, apresentando Jeffrey Wright como o melhor vilão que a série já teve.


Breaking Bad
O que dizer sobre Breaking Bad que já não foi dito? O final da série amada e aclamada pela crítica foi digno de toda jornada percorrida por Walter White ao longo de 5 temporadas. Os episódios que procederam ao último mostraram todo o horror e dor que Walt infligiu nos outros em sua busca de deixar para a história sua lenda. "Eu fiz isso por mim". E fez mesmo.


Enlightened
Infelizmente a HBO cancelou a série da bem intencionada, egoísta e azarada Amy (Laura Dern - irritante de tão perfeita que está no papel), que depois de um ataque de raiva, vai para reabilitação no Havaí e volta querendo ajudar a tudo e a todos - e falha espetacularmente! Um programa de autoajuda às avessas, que tem meu ingrediente favorito no humor: o cinismo. Uma série, onde todos os personagens são cenas embaraçosas andando por ai que, se pararmos para prestarmos atenção, podem estar neste exato momento do nosso lado.


Game of Thrones
Red Wedding. É incrível como a série consegue condensar bem sua vasta fonte de material e personagens de forma sábia e que prenda a atenção da audiência. As cenas dramáticas são espetaculares e a terceira temporada contou com uma das cenas mais sangrentas da televisão: Red Wedding.


Hannibal
A melhor nova série do ano. Conseguiu captar a atmosfera pesada e sombria de mal estar que o filme original de 1991 provocou quando foi lançado. Meticulosamente fotografada, a estética da série faz jus ao rigor e bom gosto que um personagem como Hannibal Lecter merece. Junte isso a jogos psicológicos para deixar qualquer um doido e atuações arrepiantes e temos mais um vício televisivo!


Homeland
Temporada após temporada, Homeland nos pedia para aceitar certas reviravoltas nas histórias (algumas plausíveis, outras nem tanto) e neste terceiro ano não foi diferente: um embate nervoso entre as demandas da segurança nacional e as demandas do coração com uma trinca de atores magníficos que nos fizeram nos contorcer com tanta tensão até o último momento. E fica a pergunta: como vai ser a quarta temporada?


House of Cards
Tinha tudo para ser um drama político intricado e pretensioso. Mas não, Kevin Spacey (melhor vilão do ano) está perfeito como o deputado filho da puta neste melodrama de suspense político, e porque não, satírico. Impossível escolher alguém para amar/odiar: o deputado que conversa com você enquanto pratica suas vilanias para subir no poder de Washington ou sua esposa, a também perfeita Robin Wright. Com produção do diretor David Fincher (Clube da Luta, O Homem que Não Amava as Mulheres) esta série viciante fez muitos assinarem ao Netflix e assistir a todos os episódios um atrás do outro. A segunda temporada PROMETE.


Les Revenants
A melhor série de mortos-vivos do ano passado não foi The Walking Dead. Ao contrário da série americana, os mortos desta série francesa que voltaram à vida não querem comer cérebros, querem apenas voltar à vida que tinham antes, já que, eles não sabem que morreram. Desde Twin Peaks, uma série não criava um aspecto tão surreal na tela que começou complexa e encanta mais ainda com seu suspense e complexidade a cada episódio acompanhado com a intrigante trilha do Mogwai. Falta muito para a segunda temporada?


Mad Men
Como tem sido desde o início: bem-feita, inquietante e surpreendente - e com um sentimento de que tudo vai terminar. O final foi simplesmente divino e possivelmente teve o melhor encerramento de toda a série: o passado de Don Draper encontrando o seu presente e com o futuro incerto.


Masters of Sex
Poderoso drama de época baseado em fatos reais sobre a grande pesquisa sobre comportamento sexual feita por Bill Masters e Virginia Johnson (Michael Sheen e Lizzy Caplan, ótimos) nos anos 50. Acima de tudo, uma série sobre intimidade no geral – e com tramas paralelas tão boas e instigantes quanto a original: é transcendente a experiência de Allison Janney como a mulher que nunca teve um orgasmo e descobre que seu marido, o reitor da universidade é gay. Uma série que não se intimida do tema e mostra a que veio: quebrar o tabu do sexo com leveza e humor.


Orange Is The New Black
Mais uma surpresa do Netflix: numa trama ao mesmo tempo doce e ácida, a série nos prende com seus diversos e incríveis personagens ao retratar a vida de mulheres na prisão – cada uma delas brilhando de forma única com suas histórias, medos e sonhos pessoais. Elenco talentoso.


The Amazing World of Gumball
Gumball é o melhor desenho dos últimos tempos! Gumball é um gatinho azul, seu pai é um coelho gordo e rosa, sua mãe uma gata azul, tem uma irmã coelha mais nova e bem mais inteligente e um irmão adotado que é um peixe! Mistura live action, 3D, stop motion, humor negro, referências pop, música e muito mais! Bobagem de primeira qualidade! Se as crianças de hoje crescerem assistindo a este desenho, teremos adultos mais interessantes no futuro.


Veep
Mais uma vez o elenco está impecável em cenas de disputas verbais ridiculamente hilárias por qualquer vantagem na arena política – por menor que esta “vantagem” seja. Julia-Louise Dreyfuss brilha. Fica mais divertida (e mais malvada) a cada episódio.