Quem Mexeu no Meu iPod?






16.2.16

Favoritos 2015 | Séries

Share



Em ordem alfabética.

Better Call Saul
Além do desafio de pegar um personagem de uma das melhores séries já feitas e construir uma identidade única numa série nova, a expectativa era muito alta. Mas Vince Gilligan conseguiu novamente: além do seu estilo já marcante, o roteiro passeia em diversos gêneros (crime, drama jurídico, comédia, suspense) para contar a origem de um cara que enfrenta o dilema de como conseguir ser um bom homem quando todo mundo espera que você seja mal. E quem melhor que Bob Odenkirk para fazer este personagem que já nasceu inesquecível? (Disponível no Netflix)

Broad City
O casamento perfeito entre o real e o surreal graças à comédia de Abbi Jacobson e Ilana Glazer. Mesmo sendo exagerado, a emoção da série é sincera como uma boa amizade, seja tendo como tópico um vibrador que não funciona, uma cinta-caralho ou o corredor de um supermercado que se transforma num país das maravilhas quando seu bichinho de pelúcia favorito ganha vida depois que você se dopa. Uma das melhore séries cômicas que existe. Essas meninas já são épicas!



Demolidor

A primeira série da Marvel no Netflix (serão 5 no total) que expande o Universo Marvel para além do cinema inova ao se aproveitar do perfil discreto do personagem para contar uma história muito mais dark e envolvente do que tem sido apresentado na telona. Com seu estilo pulp, brutal (tortura é uma das ferramentas do Demolidor) e estética impecável, a série tem um tom mais realista e sério. E a segunda temporada, que conta com Elektra e o Justiceiro, tem tudo para ser ainda melhor.



Documentary Now!
A melhor coisa é quando dão dinheiro para pessoas inteligentes e criativas. Com um time que saiu do Saturday Night Live (o roteirista Seth Meyes, Fred Armisen e Bill Hader), uma direção de arte espetacular para tudo parecer perfeito, esta série de documentários falsos, sátiras de reais, apresentados por Helen Mirren é uma das séries mais inventivas. Humor com conteúdo inteligente. O documentário sobre o traficante mexicano El Chingon, que parodia os docs da Vice é genial, assim como "Gentle & Soft", sobre uma banda de soft-rock dos anos 70 que nunca existiu. Mais por favor!


Empire

Cookie (a excelente Taraji P. Henson, vencedora do último Globo de Ouro para Melhor Atriz) sai da prisão onde ficou 17 anos cumprindo pena por tráfico de drogas. A primeira coisa que ela faz é clamar direito de 50% de TUDO que seu ex-marido , Lucious Lyon, um magnata da indústria da música e ex-traficante, tem! E o fubá só engrossa: o ex-casal tem 3 filhos que querem assumir os negócios da família, enquanto o pai coloca um contra o outro. No começo você pode até encarar com desdém, mas depois essa novela deliciosa, uma produção milionária B, vai te fisgar.

Fargo
A primeira temporada já tinha sido memorável. A segunda superou as expectativas. Ela não só se passa no final dos anos 70, mas é tudo o que representa. Direção de arte, música, filosofia, tudo impecável para contar mais uma história de crime sangrento e cheio de reviravoltas com humor negro denso e personagens tão ricos que vão desde um advogado liberal, um gangster filosófico e Kirsten Dunst, numa das melhores perfomances da sua carreira. 



Game of Thrones
Nada na TV é tão grandioso quanto Game of Thrones. E na quinta temporada, a série se afastou mais dos livros, dando um gás criativo e dispersando ainda mais seus personagens principais, destacando aqui o núcleo de Cersei, Arya, Tyron e até a chatinha da Sansa ficou mais interessante. E o que dizer daquela batalha épica que misturou O Senhor dos Anéis com A Noite dos Mortos Vivos e deixou todo mundo comentando sobre o destino de um dos personagens principais? Falta muito para abril?!


Hannibal
Desde o anúncio que iria ser produzida, Hannibal sempre foi inesperada. E depois de duas temporadas chocantes e filmadas com todo o requinte artístico, o finale de um dos serial killers mais famosos foi digno e perfeito. Imaginem uma ópera expressionista de horror, onde as emoções dos personagens levam a trama até seu derradeiro final misturando horror visual com horror psicológico durante o processo. E a cena final. Um ato inesperado, terrivelmente íntimo de violência e amor. Finesse cruel. 


















Homeland
Depois do thriller de ação que foi a quarta temporada, agora Homeland encarou um novo cenário, não só do local onde se passa (Alemanha), mas sim, politicamente atualizado, aceitando toda a fúria, confusão e hipocrisia da diplomacia internacional do mesmo modo que agem seus personagens, entrelaçados em mentiras e duplicidade. Um thriller político de espiões.



How to Get Away With Murder
A melhor novela. A série começa com um assassinato real - um grupo de estudantes de direito não sabe o que fazer com o corpo - corta para o passado, no primeiro dia de aula com Analise Keating (a perfeita Viola Davis, um dos motivos para verem essa série), alguns meses antes do assassinato. Pode não ser a série perfeita, mas ela nunca fica chata (principalmente com seus finais chocantes).


Mad Men
Os anos 60 não terminaram em 1969. Todos os conflitos e inovações foram esparramados para os anos seguintes até os dias de hoje. Os anos 60 também não terminaram em Mad Men. Os personagens de uma das melhores séries já feitas continuaram na nossa imaginação neste final. Don Draper teve um dos melhores encerramentos, mas o esforço até lá foi pesadamente mostrado desde o primeiro episódio da metade da sétima e última temporada. Com os últimos segundos geniais e ambíguos, deixando os telespectadores conectarem os pontos entre o sorriso de Don e as frases new age que ouvíamos para fazer sentido em algo que não precisa de sentido: publicidade. "The End of an Era".



Master of None

O ator e comediante Aziz Ansari transforma aqui sua vida numa sitcom, mas diferente de muitas outras, ele oferece um ponto de vista único, cheio de tópicos e que faz pensar, principalmente nos relacionamentos que nos cercam, de modo divertido e perfeito para o Netflix (10 episódios com 20 minutos cada). Não tem um momento que Master of None não traga certo tipo de prazer ou baques com a realidade.



Mr. Robot
No começo, o hacker Elliot (o incrível Rami Malek) faz justiça com as próprias mãos como um justiceiro cibernético - talvez para aliviar a solidão, suas desilusões, seu vício de morfina ou seus surtos psicóticos. Até ser recrutado por uma aliança anárquica internacional liderada pelo Mr. Robot (Christian Slater, fudido) para combater estranhas conspirações. Paranóia, suspense, o melhor uso de cenas de Nova York, direção impecável (preste atenção nos espaços negativos das cenas) e clima de "Clube da Luta" fazem de Mr. Robot a melhor nova série do ano passado. 










Review
Nenhuma série de TV é tão brilhantemente malvada como essa. Depois de uma primeira temporada INSANA, Forrest MacNeil, um "crítico da vida", impressiona e estraga a própria vida (e a de outros) ao responder ao telespectador do fictício programa "Review", como é ser um líder de um culto, viver como um anão, experimentar um "glory hole", assassinar alguém, ser enterrado vivo e muito mais. Fica aí um desafio maior para o ator Andy Daly, seu timing cômico e a equipe de roteiristas a superar mais uma temporada. Dou cinco estrelas!



South Park
Em sua 19ª temporada, South Park capturou perfeitamente a era da indignação e da ofensa. E somente uma série tão ofensiva (para todos) para fazer isso tão bem. Mudando sua estrutura (todos os episódios fazem parte de um todo), South Park agora vai mexer na ferida de caras brancos, heterossexuais que fazem bully contra o politicamente incorreto para se promoverem ao invés de promover a justiça social; os políticos conservadores; a elite cultural do direito (Kathleen Jenner) e até eles mesmos. Como uma série critica o politicamente incorreto sendo politicamente incorreta? É um compromisso grosseiro e controverso que merece ser visto e estudado! Resumindo: só acho ofensivo quando não tem graça.



The Leftovers
Como qualquer um de nós podemos continuar a viver em um mundo que nos causa tanta dor? A segunda temporada continua a perguntar inconscientemente essa questão enquanto muda de cenário, expande seus personagens, oferece muito mais reviravoltas e mergulha profundamente em seu tema místico e espiritual. 
É de tirar o fôlego!



The Muppets
Uma série inteligente, engraçada e atualizada escrita por adultos e para adultos. A relação disfuncional entre Caco (agora Kermit) e a diva Miss Piggy leva a sitcom sobre os bastidores de Hollywood no melhor estilo "The Office" e "30 Rock". Pisque e perderá uma piada!





Transparent
Tudo que era incrível na primeira temporada voltou maior: a pior característica dos personagens são mais visíveis, os laços entre os irmãos mais excludentes e ela está mais dramática, mas sem perder o lado divertido, já que a vida raramente tem apenas um tom. Enfim, Transparent continua sendo uma das melhores séries no ar: direção viva, performances fortes e um roteiro que faz que queiramos seguir a jornada até do mais frustrante Pfefferman, que não são, e nunca serão, acima da sociedade tóxica que os envolvem. Cultural e criticamente rica. 


Unbreakable Kimmy Schmidt
É impossível não torcer pela extremamente otimista Kimmy (Ellie Kemper, ótima) enquanto todo o cenário tinha tudo para ser pessimista tentando se sobressair na vida cercada de personagens hilários (Jane Krakowski e Tituss Burgess roubam a cena). E Tina Fey (criadora e roteirista) com seus diálogos afiados, piadas escondidas nos detalhes e referências da cultura pop de 15 anos atrás arrasa novamente. A melhor das maratonas de Netflix!






























Veep

As metralhadoras de piadas e ofensas rasantes continuaram forte na quarta temporada desta comédia política absurda da HBO. Depois de Selina Meyer virar presidente por acidente, ela agora precisa convencer os americanos a elege-la apesar das gafes, dos políticos venenosos e da sua equipe incompetente (e hilária). Julia Louis-Dreyfus continua sendo a rainha do humor americano!



Wet Hot American Summer: First Day Of Camp 
Se ainda não viu o filme "First Day of Camp" (disponível no Netflix), assista para aproveitar melhor essa série. Fazer uma sequencia 15 anos depois com os mesmos atores (agora com 40 anos fazendo adolescentes) foi a bobagem mais esperta e despretenciosa do Netflix. Saca o elenco: Elizabeth Banks,Bradley Cooper, Janeane Garofalo, Amy Poehler, Paul Rudd, Molly Shannon, Jason Schwartzman, Jon Hamm... E o humor se mantém fiel ao filme original: absurdo, pastelão e cheios de extremos!



Nenhum comentário :