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20.3.09

Radiohead no Brasil

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Rock cabeça
Com 30 milhões de discos vendidos e sucesso de crítica, a inquieta banda britânica Radiohead realiza hoje seu primeiro show no Brasil


Mark J. Terrill/Associated Press

Thom Yorke durante show no Grammy, em fevereiro

THIAGO NEY
DA REPORTAGEM LOCAL

Falta mais alguém?
Das grandes bandas em atividade, o Radiohead era a única que nunca havia feito show no Brasil. O grupo corrige essa falha hoje, com uma apresentação na praça da Apoteose, no Rio, e domingo, na Chácara do Jockey, em São Paulo.
Com cerca de 30 milhões de discos vendidos, o Radiohead é a atração principal do Just a Fest, evento que reúne também os alemães Kraftwerk e os cariocas Los Hermanos.
A banda aterrissou no Rio anteontem. Antes, havia iniciado a turnê latino-americana na Cidade do México. Se os shows mexicanos de domingo e segunda servem de pista, as duas apresentações no Brasil devem ser bem diferentes.
Diferentemente dos shows ocorridos na Europa e na Ásia em 2008, no México a banda tocou diversas faixas antigas. Mas, se no domingo o quinteto inglês mostrou canções como "Fake Plastic Trees", "My Iron Lung", "Just" e "Street Spirit", na segunda-feira entraram músicas como "Creep", "The Bends" e "Karma Police".
Assim, o setlist do show do Rio de Janeiro provavelmente será diferente do de São Paulo

Autoflagelação
Em ambas as apresentações mexicanas, a banda tocou 25 canções. Faixas de "In Rainbows" (2007) -o disco em que o Radiohead mudou paradigmas da indústria fonográfica ao dar ao público a opção de pagar quanto quiser pelo álbum- são o alicerce dos shows. Pelo menos sete das dez canções do disco devem entrar no setlist.
Nos anos 90, o Radiohead era um estranho no ninho do britpop. Um dos primeiros singles da banda, "Creep" teve recepção morna no Reino Unido. Mas aos poucos ganhou a MTV e as rádios americanas e, em seguida, foi relançado na Europa.
Mas o Radiohead não se enquadrava na celebração britpop. Enquanto Liam Gallagher (Oasis) gritava "Tonight I'm a rock and roll star" (nesta noite, eu sou uma estrela do rock; em "Rock and Roll Star"), Yorke se autoflagelava: "What the hell am I doing here?/ I don't belong here" (que diabos estou fazendo aqui? Eu não faço parte disso"; de "Creep").
E, diferentemente da acomodação que tomou conta das bandas do britpop, o Radiohead mostrou-se inquieto, alterando as tonalidades de sua música.
Após o rock-pop áspero de "The Bends" (1995), a banda lançou em 1997 o seminal "OK Computer", álbum que une melodias pop a elementos experimentais.

Experimentalismo
A banda jogou-se definitivamente em outro universo com "Kid A" (2000). O jazz e a música eletrônica serviram de forte influência, acompanhando letras abstratas, com texturas e harmonias esparsas, diversas.
Apesar de considerado "difícil", com canções que não se encaixavam no padrão radiofônico, o álbum chegou ao topo das paradas americana e britânica.
Disco-irmão de "Kid A", "Amnesiac" (2001) seguia a mesma trilha do antecessor. No mediano "Hail to the Thief" (2003), as guitarras voltaram a tomar as rédeas. Já "In Rainbows" funciona como uma evolução natural de "Kid A" e "Amnesiac".

Via Folha

Um comentário :

JU disse...

vamos cortar os pulsosssss
estaremos la neh amiguinhos??? estarei com uma rosa na boca....kkkkk