((( Quem mexeu no meu iPod?)))
Quem Mexeu no Meu iPod?






23.4.10

Alice no País das Maravilhas

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Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland)
Dir. Tim Burton


Tim Burton nunca nos decepcionou. Um dos diretores mais criativos dos últimos anos embraçou uma das obras mais criativas e inventivas de todos os tempos, um projeto que parecia ter nascido para ele, a esperar de um diretor como Burton para levar às telas: Alice no País das Maravilhas. E sim, Burton realmente abraçou o projeto e novamente o tornou pessoal, mergulhando a história de Alice no mundo maravilhoso do diretor. Esse mundo maravilhoso que já vimos várias vezes (e gostamos): cenários sombrios, trilha de Danny Elfman, excentricidades, Johnny Depp e Helena Bonham Carter.
A releitura de Alice começa no argumento: alguns anos depois de ter visitado o país das maravilhas, Alice ainda tem pesadelos com o lugar e acha que foi tudo um sonho, não lembrando de nada realmente. Ao ser pedida em casamento contra a vontade em frente aos bem nascidos da Londres vitoriana, a menina (Mia Wasikowska, ótima) abandona a cena e avista um coelho branco vestido com colete e o segue até cair dentro de um buraco. De volta ao Mundo Subterrâneo, todos a esperam como uma guerreira para acabar de vez com a Rainha de Copas (Helena Bonham Carter) que continua a cortar cabeças. Junto com todos personagens já conhecidos, como o gato de Cheshire, a lebre de março, a sábia lagarta e o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp), que agora ganha mais destaque e vira personagem principal; e a Rainha Branca (Anne Hathaway, típica princesa Disney), que espera voltar ao poder. Mas Alice não sabe se é essa guerreira, nem a pessoa certa para encerrar de vez por todas a batalha entre o bem e o mal.
A cada imagem divulgada do filme, a expectativa pelo filme só aumentava: as artes conceituais do Chapeleiro (mais uma vez Depp como um personagem exótico de Burton) e da Rainha de Copas eram visualmente incríveis. E é exatamente isso o que o filme é: visualmente maravilhoso. A licença poética de Burton deixa a história pouco interessante e pessoal demais, mergulhado intensamente no universo do diretor que já conhecemos (Sweeney Todd é um exemplo forte de repetição criativa), parecendo até mesmo pré-fabricado, os ingredientes para o mundo do cineasta já estão prontos – uma encomenda da Disney para criação de produtos derivados da história. Algumas coisas são tão fora de contexto, como o final enfadonho de Alice e uma batalha épica no final (Alice no Senhor dos Anéis?), que não se identifica com o universo criado por Lewis Carroll, conflito de dois gênios? A fórmula funcionou perfeitamente com Fábrica de Chocolate, dessa vez Tim Burton quis recontar a história de Alice, torná-la mais pessoal, o que foi um deslize. Numa das melhores cenas do filme, é contado um flashback da primeira visita de Alice ainda criança, o que nos dá um gostinho de curiosidade e torcida por um prelúdio com a história original, que flerta também com diálogos retirados diretamente do livro de 1865.
A técnica 3D também não empolga (personagens apontando para a platéia e objetos sendo jogados na nossa direção), tanto que o filme pode funcionar perfeitamente em película (diferente de Avatar). Chato afirmar que é mais um filme genérico de Burton: visuais incríveis, atuações afetadas e exageradas (até mesmo dos personagens digitais) e Johnny Depp espetacular. A famosa animação de 1951 (também da Disney) ainda continua a melhor: simples, curta, charmosa e viajante na medida certa!

19.4.10

LCD Soundsystem – Drunk Girls Video

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James Murphy e seus amigos sendo zoados por pessoas fantasiadas de panda no vídeo de Drunk Girls.



Baixe o ótimo This is Happenning ao lado ;)

14.4.10

Exit Through The Gift Shop - Sneak Peek de 5 minutos

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Exit Through the Gift Shop é o primeiro filme do renomado artista grafiteiro Bansky (http://www.banksyfilm.com). Não há previsão de estreia no Brasil.

24.3.10

Cinema em cartaz

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Nesta sexta-feira (26), às 20h, a tradicional Sutil Companhia estreará o 20º espetáculo do grupo, Cinema, no Teatro do Sesi São Paulo. Haverá sessões de quinta-feira a sábado, às 20h, e domingo, às 19h. A entrada é franca em dias úteis. Com direção de Felipe Hirsch e cenografia assinada pela premiada Daniela Thomas, Cinema não é uma homenagem explícita à sétima arte.
Depois da experiência atrás das câmeras – com o lançamento comercial do filme Insolação também programado para esta semana –, o diretor resolveu usar o cinema como uma metáfora para falar sobre ver e ser visto. No twitter eles disseram que as referências vão de Fellini à Godard, passando por obras conceituais e raridades. Podemos esperar um grande espetáculo, estão no curriculo dessa que talvez seja a melhor e mais produtiva companhia de Teatro do Brasil obras primas como: Temporada de Gripe, Avenida Dropsie e mais recentemente Não sobre o amor.

Serviço:
Espetáculo: Cinema
Local: Teatro do Sesi São Paulo
Endereço: Av. Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp, Capital
Entrada franca às quintas e sextas
Temporada: de 26 de março a 4 de julho de 2010.
Quinta-feira a sábado, às 20h; domingo, às 19h.
Duração: 90 minutos
Recomendação etária: Não recomendado para menores de 14 anos.
Gênero: comédia dramática
Capacidade: 456 lugares
Entrada: Franca às quintas-feiras e sextas-feiras. Nos dias gratuitos, a distribuição dos ingressos tem início a partir da abertura da bilheteria no mesmo dia do evento. Horário de funcionamento da bilheteria: de quarta-feira a sábado, das 12h às 20h; domingo, das 11h às 19h. São distribuídos dois ingressos por pessoa. Sábados e domingos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Vendas na bilheteria do teatro ou pela Ticketmaster (11-2846-6000).

23.3.10

FITZ & The Tantrums - Songs For a Breakup Vol. 1

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A ex-namorada de Fitz tinha um vizinho que queria se livrar de um orgão velho de igreja, então ela colocou todas as diferenças de lado e ligou para o ex-namorado e ele comprou. Esse gesto inspirou Fitz a escrever naquela noite Breakin' the Chains of Love e eventualmente, o EP Songs For A Breakup Vol. 1 (Músicas para Separações). Fofo. As letras do álbum é cheia de declarações "eu te amo mas te odeio". É pop old school motown cheio de soul, mas incrivelmente novo. Uma delícia e viciante. Aproveitem!


Breakin' the Chains of Love


Winds of Change

No site oficial dá pra baixar algumas músicas.

22.3.10

Greenberg Trailer

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Greenberg é a nova comédia dramática do diretor de A Lula e a Baleia e Margot e o Casamento, Noah Baumbach. James Murphy (do LCD Soundsystem) é o responsável pela trilha sonora (All My Friends embala o trailer). Estreiou no fim de semana passado nos EUA e não tem previsão de estreia no Brasil.


"A vida é desperdiçada com... pessoas."

18.3.10

Massive Attack - Saturday Come Slow Video

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Mais um clipe conceitual de Massive Attack para o álbum Heligoland (baixe ao lado). Dessa vez é para a música Saturday Come Slow, e o vídeo de 8 minutos traz mais um depoimento. Se no clipe de Paradise Circus trazia os relatos de uma atriz pornô aposentada, agora é o preso Damon Albarn quem relata sua tortura com música em altíssimo volume.



Errata: "Quem canta a música é o Damon, mas o depoimento no vídeo é de Ruhal Ahmed, ex-detento de Guantánamo..." (via Cin)

17.3.10

Hot Chip - I Feel Better Video

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O novo single dos Hot Chip foi lançado e ganhou um clipe bizarro e divertido dirigido pelo comediante Peter Serafinowicz. Imaginar Hot Chip como boy band é tão estranho quanto o resto do clipe! Vejam abaixo:



O álbum One Life Stand pode ser baixado ai do lado!

16.3.10

Kasper Bjørke - Standing on Top of Utopia

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Descobri ontem que o DJ e produtor dinamarquês Kasper Bjørke lançou um segundo álbum, Standing on Top of Utopia e já conta com três singles. O primeiro deles é a sombria e romântica Young Again, que já está on repeat no iPod (vídeo abaixo dirigido pelos caras da Fortune).



Alcatraz, segundo single, ainda não ganhou clipe - a escolha foi Efficient Machine (com vocais de Tomas Hoffding, da banda WhoMadeWho). Destaque também para a melódica faixa Heaven.



Standing On Top of Utopia tem um pouco de disco, pop e um pouco de house e outras surpresinhas. Um álbum que continua o vasto talento do produtor começado com In Gumbo (um dos mais legais de 2007).

12.3.10

Sebastian Tellier – Look Video

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Assim como a música, novo clipe de Sebastian Tellier também é hipnótico!

8.3.10

Um Homem Sério

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Um homem Sério (A Serious Man, 2009)
Dir: Joel & Ethan Coen


"Quando a verdade se revela mentira, toda alegria interior se vai"

Para ler ouvindo:


Em seu novo filme “Um Homem Sério(Serious Man, 2009, EUA, Irmãos Coen), promove uma inteligente fita de humor negro, para questionar: “A vida é uma equação matemática mais complexa, que uma teoria física.” Ou seria o inverso? A tentativa ambiciosa de narrar problemas a fim de explicá-los não é algo que poderíamos esperar dessa dupla de diretores que criaram pérolas do cinema contemporâneo como: “Gosto de sangue”, “Barton Fink”, “Fargo”, “O homem que não estava lá” e mais recentemente “Onde os fracos não têm vez”.

Depois de um breve prelúdio que, em 1.33:1 utiliza uma parábola de cunho judaico para apresentar o tema principal do filme (a incerteza acerca do sobrenatural e da Fé), o roteiro nos apresenta ao ansioso professor de física Larry Gopnik (Michael Stuhlbarg) que, prestes a conseguir uma sonhada estabilidade na faculdade em que leciona, vê seu mundo desabar em função de uma série de pequenos e grandes problemas: sua esposa pretende se divorciar para se casar com outro homem; seus superiores vêm recebendo cartas anônimas ao seu respeito e que podem ameaçar seu emprego; um aluno ameaça denunciá-lo por extorsão; seu irmão mais velho parece decidido a morar para sempre na sala de sua casa; seu vizinho insiste em roubar parte de seu terreno; e um certo “clube do disco” passa a cobrar várias e caras mensalidades por um serviço que ele não assinou. Assim, mesmo enquanto ensina o paradoxo de Schrödinger (sobre o gato que, de acordo com a mecânica quântica, encontra-se simultaneamente vivo e morto até que um observador possa constatar seu estado real), Larry mergulha em questões puramente metafísicas, como a natureza de Deus e os obstáculos que este coloca no caminho daqueles que quer testar.


O filme permeia a idéia de que é mais difícil acompanhar nessa história sobre um homem sério, é assistir as disfunções diárias e as experiências nada justas que o protagonista vivencia. Ao invés de uma explicita narração de fatos descritivos, opta-se por uma subjetiva apresentação de ações que geram conseqüências que fogem o físico, mas o moral. Nosso homem e um caleidoscópio, de diversas experiências desagradáveis, exclusivas e difíceis de serem explicadas, talvez apenas sentidas, por isso a relativação é necessária para que se possa viajar junto com o personagem em seu inferno pessoal.

Buscando encontrar sentido mesmo para suas dúvidas existenciais (em certo instante, ele sonha com uma imensa equação que explicaria a incerteza do universo), ambiciona principalmente ser considerado um “homem sério” por seus pares, o que torna seu “rival” Sy Ableman (reparem o sobrenome) ainda mais irritante em função de sua postura de superioridade, sua enunciação impecável e cuidadosa e, claro, seu status diante da comunidade.
Trocando em miúdos, “Um Homem Sério”, é um retrato de um homem em apuros, que apesar de ser judeu, parece não depositar nenhuma confiança em suas crenças, pois sua procura por respostas com os rabinos são inusitados e inúteis. Aliás, um dos rabinos pode ser o símbolo do filme: Marshak só aparece em duas cenas, mas o seu diálogo com Danny Gopnik (filho do Larry) após seu bar mitzvah é a prova da originalidade do filme. Marshak fala lentamente o que pareciam palavras de sabedoria, quando na verdade são apenas umas linhas da música Somebody To Love (Jefferson Airplane).

Em uma das passagens um dos rabinos diz: “Vamos dar um passo atrás para entender a situação”. A vida pode apresentar situações que mostre como tudo que você pensa ser de uma maneira, acontece de outra. E não existe uma teoria fácil pra explicar isso. “É preciso, como judeu, explicar as coisas que não entendemos desenhando, ou usamos algum processo como escrever uma carta”. Apoiado nessa afirmação de uma personagem secundaria, os próprios diretores se utilizam de uma sucessão de imagens recheadas de sensação e economizam no texto, para transcorrer a história.


Cada vez mais seguros na direção, cada plano do filme tem um significado contido, casa close, cada movimento de câmera tem um propósito. Existe em sua estrutura um rigor estilístico poucas vezes tão bem apoiado a função de narrar o filme. A trilha sonora e as repetições usadas são mais um tempero, para essa triste e sarcástica história que tem como explicação a “aceitação do mistério” e as chances que temos com os demais personagens da nossa vida são: se estiver desesperado, as pessoas vão minimizar seu problema, caso demonstre, elas vão criar um drama que provavelmente você vai se sentir humilhado. E quanto o vislumbre de se apoiar em Deus, nunca nem os personagens do filme, nem os espectadores dessa tragicomédia vão saber se existe de fato essa possibilidade, ao que tudo indica para os diretores, seu anti-herói é como o gato da teoria que ele tenta explicar para seus alunos no começo do filme. Estamos meio mortos e meio vivos e, sobretudo com a certeza de contar com algo superior é certo, ou não.

4.3.10

Goldfrapp - Rocket Video

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Dancinhas, cenário retro-futurista e Allison Goldfrapp vingativa no melhor clipe do ano so far! Rocket, primeiro single de Head First, novo álbum da banda, foi dirigido por Kim Gehri que já dirigiu Calvin Harris, Primal Scream e Santogold.



Abaixo, um preview do que esperar de Head First que chega as lojas (e na web) dia 22.


UPDATE: Baixe "Believer" (outra faixa do álbum) nos comentários!

Broken Bells - The High Road Video

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On repeat total: The High Road, numa das melhores músicas do ano do projeto Broken Bells do músico e produtor Danger Mouse (Gnarls Barkley) e James Mercer (Blur, Gorillaz, The Shins), o clipe se passa numa estrada onde estranhas situações acontecem enquanto a dupla, com lanternas, passeiam por ela.



Baixe o primeiro e ótimo álbum ao lado!

24.2.10

Goldfrapp - Rocket

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"ROCKET", o primeiro single extraído de "HEAD FIRST", o 5º trabalho de originais dos GOLDFRAPP. Confirma-se o regresso ao synth-pop libidinoso, dançável e um tanto descartável dos tempos de "Black Cherry" (2003) e "Supernature" (2005), o que não deixa de ser um bom indicador para o que aí vem. O sucessor de "Seventh Tree" (2008) chega dia 22 de Março. No Single tem alguns remixes duvidosos, mas a versão radio edit e grum remix, são boas. Baixe aqui.

23.2.10

A Fita Branca

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A Fita Branca (Das weisse Band, 2009)
Dir. Michael Haneke



Dois diretores na atualidade criam filmes realmente indigestos e ao mesmo tempo fascinantes, são eles: Lars Von Trier e Michael Haneke. Esse último que levou Palma de Ouro em Cannes e Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro por seu último filme “A Fita Branca(2009, AUT, 144 min) o pesadelo em P&B, é uma engenhosa representação alegórica da ideologia fascista. Logo no começo da projeção o narrador conta que ali, naquela comunidade, pequenos eventos prenunciam o que aconteceria com o país todo, anos depois. Haneke começa o filme, portanto, amarrado conscientemente nessa analogia com o Holocausto - e, ao seu modo, começa a ditar o tipo que reação que espera do público. E consegue.

A tempestuosa ação desta produção decorre durante os quinze meses que precedem a Primeira Guerra Mundial numa pequena aldeia alemã (que apesar da semelhança, não há a mínima intenção de demonizar a cultura germânica) que subitamente é atingida por vários incidentes que vão retirar os seus habitantes da monotonia a que se habituaram ao longo dos anos. O relato desses misteriosos episódios é feito por um narrador que presenciou e investigou alguns desses fatos devido à sua qualidade de professor da escola da aldeia e que, ao fim de tantos anos, tenta encontrar fundamentos e justificativas para esses atos e para os acontecimentos e comportamentos políticos que posteriormente afetaram a história, acontecimentos esses que apresentam algumas desconcertantes semelhanças com as atitudes das principais figuras políticas da aldeia em questão.


Através de um confronto de gerações no decorrer da narrativa, entre pais e filhos, assim como os mestres e os alunos, surge um pastor como algoz na sua doutrina educativa com seus filhos agindo com base em repressão a qualquer manifestação de individualidade ou curiosidade. E ao contrário de muitos diretores que depositam no feminino uma saída da selvageria primitiva humana, tanto aqui como na obra de Lars Von Trier a misoginia acentuada só demonstra um sentimento oculto na sociedade de que o feminino esta amarrado ao mesmo sentimento humano de destruição e conformismo.

Com linearidade e sofisticação única, Haneke vai transformando os eventos acontecidos naquele vilarejo numa teia para demonstrar como aqueles jovens são frutos de uma pré – explosão preconceituosa, politicamente ativa e como isso pode ser perigoso, quando essa sociedade puritana e com afinco num pensamento de eugenia, decide fazer a limpeza com suas próprias regras. A catástrofe anunciada parece ser inevitável (como M, o vampiro de Dusseldorf), pois aqueles jovens que ali agem impunemente foram corrompidos por uma cruel e ressentida geração anterior.


Uma obra de tirar o fôlego, com perfeição estética e argumento perspicaz, faz sem dúvida deste filme ao lado de “Anticristo” os dois melhores filmes provocativos de 2009.

22.2.10

The New Pornographers - Your Hands (Together)

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A.C. Newman, Neko Case, Dan Bejar (Destroyer) e o resto da gangue de New Pornographers estão de volta com o álbum Together. Eles distribuiram no site da gravadora Matador a música deliciosa Your Hands (Together) - baixe logo abaixo!

Your Hands (Together)” (160k MP3)

19.2.10

Broken Social Scene - World Sick

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Novidades sobre o novo álbum de Broken Social Scene: ele se chama Forgiveness Rock Record e saíra em maio. A capa pode ser vista acima. O vocalista da banda canadense, Kevin Drew, disse "que o novo álbum, como todos do Broken Social Scene, é um álbum levado pelo amor". A música que eles liberaram hoje, World Sick, é melódica, dramática, extasiada, enfim, como toda música da banda e digo isso no melhor dos sentidos. On repeat total!

Para baixar, entre com seu e-mail no espaço abaixo, você receberá um link.






18.2.10

Avril Lavigne - Underground Video

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O primeiro clipe de Almost Alice, álbum com a trilha sonora de Alice no País das Maravilhas (de Tim Burton) saiu. A música é okay e o clipe tem cenas do filme e Avril Lavigne fazendo Alice.



Confira a lista de músicas na íntegra:

"Alice (Underground)" - Avril Lavigne
"The Poison" - The All-American Rejects
"The Technicolor Phase" - Owl City
"Her Name Is Alice" - Shinedown
"Painting Flowers" - All Time Low
"Where's My Angel" - Metro Station
"Strange" - Tokio Hotel e Kerli
Follow Me Down" - 3OH!3 featuring Neon Hitch
"Very Good Advice" - Robert Smith
"In Transit" - Mark Hoppus e Pete Wentz
"Welcome to Mystery" - Plain White T's
"Tea Party" - Kerli
"The Lobster Quadrille" - Franz Ferdinand
"Running Out of Time" - Motion City Soundtrack
"Fell Down a Hole" - Wolfmother
"White Rabbit" - Grace Potter and the Nocturnals

O filme chega aos cinemas em 5 de março.

11.2.10

Jónsi - Go Do Video

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A partir de um "hiato indefinido" da banda Sigur Rós, o vocalista Jónsi lança em abril o álbum solo Go. Go Do, uma das faixas ganha um clipe de uma beleza ímpar, que se aproveita muito bem das paisagens e cenários da Islândia, terra natal do grupo. A música é similar a outras da banda, não por isso é ruim, pelo contrário: também tem o mesmo impacto de trabalhos passados.

10.2.10

Chad Vangaalen faz som nerd do bem

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Chad Vangaalen, canadense nascido em Alberta, uma figura, no mínimo, interessante: fica a maior parte do tempo trancado no porão da sua casa, enquanto grava suas músicas no computador. Mixa tudo sozinho, usa Garage Band pra dar um toque a mais nas composições e, depois de tudo feito, faz pequenas animações, sincroniza com as músicas e disponibiliza no youtube. E o mais curioso é o resultado sensacional.



Com o pé firme na musica folclórica norte-americana, suas letras são pequenas narrativas, como a sombria Molten Light, que fala sobre a alma de uma mulher em fúria em busca dos seus assassinos, ou então a orwelliana Blood Machine, um conto sobre uma cidade construída no subsolo, onde os habitantes têm o coração plugado numa máquina gigante que circula sangue.
Toda essa mistura foi o suficiente pra chamar a atenção da SubPop, selo que antes abrigou o Nirvana, e que agora lança o terceiro disco de Vangaalen, Soft Airplane.
Suas composições vão do Folk ate o eletrônico, e entre esses dois abismos, também flerta com surf music, bossa e experimental.
A simplicidade de como tudo feito junto com a criatividade de alguém que possui o dom de criar o seu universo particular fazem de Vangaalen um Michel Gondry da música.



Fonte: #matheussiqueira

4.2.10

Onde Vivem os Monstros

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Onde Vivem Os Monstros (Where The Wild Things Are, 2009)
Dir. Spike Jonze



Baseado no livro infantil escrito e ilustrado por Maurice Sendak, Onde vivem os Monstros (2009, EUA, 101 min), com roteiro de Dave Eggers e direção de Spike Jonze, transforma as pouco mais de dez frases do original em um longa, fiel ao conceito de Sendak. O filme traz criaturas que são mais tristes do que verdadeiramente monstruosas (ou mesmo ameaçadoras, como se especulava). Neste sentido, aliás, os primeiros elementos de produção que merecem destaque são os bonecos, as dublagens e a direção de arte com sua paleta de cores monocromáticas, ambientes desérticos e árvores desfolhadas, que vão desenhando um mundo construído pelo personagem central da trama , o pequeno Max. Além da excelente trilha sonora, que cabe como uma luva, feita por Karen O do Yeah Yeah Yeahs. Todos esses elementos combinados contribuem para que vejamos aqueles seres não como bichos absurdos, monstros fantasiosos, mas como indivíduos, com personalidades e angústia próprias.

Max é um garoto sensível, criativo e que se sente sozinho, pois sua irmã mais velha tem seus próprios amigos e sua mãe um namorado. Imerso nas dificuldades do mundo adulto, que observa mas não consegue entender, Max foge envergonhado após um desentendimento com sua mãe e acaba encontrando um lugar habitado por criaturas aparentemente assustadoras e com uma inteligência peculiar. A partir daí, o filme percorre o universo psicológico de Max como estrutura narrativa do próprio filme, levando a uma viagem de autoconhecimento. E conforme cada um dos monstros vai sendo revelado, vai-se percebendo que cada um deles é uma projeção da personalidade do protagonista. Carol é seu lado mais criativo, ambicioso, egocêntrico e esperançoso; KW é sua curiosidade, sua vontade de conhecer possibilidades diferentes, e também uma alusão à sua mãe e à sua irmã); Judith é seu lado carente, cético, mas também inquieto e ególatra; Ira representa seu lado criativo, amigo e inquisidor; Douglas é o amigo condescendente, que busca apaziguar as relações; Alexander é a insegurança e o desejo de ser reconhecido; Bull sua introspecção e sua solidão. Essas são algumas características das distintas personalidades do garoto.



Essa fuga fantástica parece uma intensa auto-avaliação, algo que o garoto precisa fazer para entender as transformações que estão acontecendo à sua volta. Atenção especial à primeira parte do filme, antes de Max embarcar em sua viagem ao mundo em que as coisas são selvagens: por exemplo, a brincadeira dos monstros de se empilharem sem machucar ninguém, esta diretamente ligada ao episódio dos amigos de sua irmã terem destruído seu iglu. Carol conta que teve um pesadelo com sua dentição e Max havia criado uma história em que conta para sua mãe sobre um vampiro que perde sua dentição ao morder um prédio e é abandonado por seu grupo (a mesma insegurança que existe em relação a Carol e seus amigos monstros e de Max com sua família). Ou quando KW joga pedras em suas amigas corujas, como na batalha de bolas de neve e mais ele não ouve ou não entende o que os jovens estão conversando e quando, machucado, chora, esperando atenção; é assim que Carol se sente por não entender porque seus amigos monstros simpatizam tanto com as corujas, com quem ele não consegue se comunicar. As brigas entre Carol e KW, podem supostamente ser uma alusão ao divórcio, subentendido, que seus pais estão enfrentando.



Os símbolos não param por aí: a construção de um “forte”, como um local apropriado para que possam viver juntos representa o incansável desejo do garoto de reunir a família e de se entender com seu mundo e os indivíduos que existem nele. Nesse “forte” não é permitido à entrada de estranhos, acreditando assim que são eles os responsáveis pelo desequilíbrio e divergências do grupo, mas ao contrário do que Max esperava, são as expectativas inesperadas que fazemos dos outros e de nós mesmos, é que causam a decepção e a falência das relações.

O inferno sentimental e árido das emoções ganha beleza nas brincadeiras primitivas do grupo de Max no qual ele é condecorado rei, mas não consegue corresponder às expectativas de seus novos súditos. Destaque, ainda, para cena em que o próprio Max insiste para que o mais calmo dos monstros atinja o mais indefeso, que já se encontra machucado, numa guerra de côco.



Onde vivem os monstros é uma perfeita fábula sobre o crescimento, sobre encarar o mundo e as pessoas e a responsabilidade de não magoá-las. Como afirmou o diretor Jonze, “não se trata de um filme infantil, mas um filme sobre a infância”, de como ela é perturbadora, inconstante, cheia de surpresas e, ao mesmo tempo, cruelmente bela.

1.2.10

Emilie Simon - Dreamland Video

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Émilie Simon está de volta, seu último álbum chama-se The Big Machine e a música de trabalho é Dreamland, o clipe dirigido por Asif Mian. Trata-se de uma viagem onírica numa mansão de estilo aristocrático, fotografia em tons escuros, que reforça um estilo gótico, se encaixando muito bem ao vocal peculiar da cantora. Confira o clipe que provavelmente vai entrar na lista dos melhores do ano, que vamos divulgar em breve.

29.1.10

Spike Jonze: “Im Here” For Absolut Trailer

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Spike Jonze voltou as suas raízes de comerciais colaborando com Absolut Vodka num curta de 30 minutos chamado I'm Here. Descrito como uma estória de amor entre robôs, estreou em Sundance recentemente e dá pra dar uma olhadinha no trailer abaixo. Melancólico, estética indie e muito fofo, lembra muito Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças.



Mais informações no site oficial: imheremovie.com.

21.1.10

19.1.10

Adidas + Star Wars + Daft Punk

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Confira abaixo a coleção completa de tênis Star Wars da Adidas:



















13.1.10

Air - So Light Is Her Footfall Video

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Elegante clipe em PB dos franceses do Air para mais um single de Love 2 (baixe ao lado).






11.1.10

Animal Collective - Brothersport Video

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Sou suspeito de comentar qualquer coisa a respeito: amo Animal Collective, amo monstros e amo bizarrices!



E aguardem nossa listinha de favoritos de 2009 (esse ano sai!)

8.1.10

Kick-Ass Trailer

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O filme - adaptação do HQ da Marvel - conta a história de um adolescente normal que decide usar um uniforme justo e colorido para combater crimes com bastões e acaba virando hit da internet. Estréia em abril e já está na lista de filmes que não vi e já gosto!


A hypada personagem Hit Girl até ganhou um teaser violentíssimo só pra ela!

7.1.10

Roisin Murphy - Mama's Place mp3

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Em Mama's Place, novo single de Roisin Murphy, a reinvenção de ser mau na primeira música pop da década! A ser lançado oficialmente dia 18 com alguns remixes, Mama's Place está disponível em streaming no Myspace e Facebook da cantora, o mp3 está nos comentários ;)

6.1.10

The Knife - Colouring of Pigeons

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A dupla sueca The Knife anunciou novo álbum para 1º de março. Trata-se da versão em estúdio da ópera Tomorrow, In a Year e distribuiram uma faixa, Colouring of Pigeons (11 minutos de canto chatinho e pretencioso). O álbum é baseado em Charles Darwin e seu livro A Origem das Espécies. Baixe abaixo.

4.1.10

Gnarls Barkley + The Shins = Broken Bells

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Danger Mouse (Gnarls Barkley) e James Mercer do The Shins estão fazendo música juntos sob o codinome de Broken Bells. E colocaram na rede o primeiro single de graça: The High Road.


Diferente do que imaginava, a agitação de Barkley cede a leveza indie de The Shins, mas definitivamente gostei! O que acharam?

23.12.09

Os Melhores Filmes de 2009 por John Waters

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Relembre os melhores de 2008




10 A Mulher Sem Cabeça (Lucrecia Martel) Cabelo descolorido, acidentes “bata-e-corra”, sogros com hepatite? Huh? Eu não entendi mas com certeza amei!

9 Tudo Pode Dar Certo (Woody Allen) Geriatrofilia nunca pareceu tão atraente. Dessa vez, Woody fica um pouquinho gay e vive para contar essa história com um sucesso cômico e amável. Eu fico tão puto porque eu não tenho a carreira deste diretor.

8 O Complexo Baader Meinhof (Uli Edel) Agora aqui estão alguns garotos que sabiam como aprontar! Hmmm... O que deveríamos fazer hoje? Parar as Olimpiadas ou exploder um avião commercial? Esses radicais fazem os Weathermen parecerem mariconas.

7 Abraços Partidos (Pedro Almodóvar) Houve um resmungo vindo de Cannes que esse não era um dos melhores de Pedro, mas esses rumores não podiam estar mais errados. É uma beleza! Um melodrama inteligente e impiedoso preenchido com tantos detalhes atordoantes na trama que vai lhe provocar vertigem!

6 O Silêncio de Lorna (Jean-Pierre e Luc Dardenne) Como esses ótimos filmes de arte conseguem financiamento? Socialismo europeu, só pode! E eu estou contente que os contribuintes de lá investem nesse tipo de obra prima. Somente os irmãos Dardenne podem se safar em não mostrar a ação dramática que culmina no filme inteiro. Agora imaginem se eles tivessem que fazer testes de exibição para esse filme na América!

5 Bruno (Larry Charles) Não escutem as críticas – é melhor que Borat. Imagine um primeiro encontro de um casal adolescente heterossexual num shopping assistindo um Sacha Baron Cohen pantomimando cada movimento conhecido de um gay, terminando num alegre “facial”. As vezes a platéia recebe o que merece.

4 World’s Greatest Dad (Bobcar Goldthwait) Por que, ai por que, essa mais negra das comédias não foi um sucesso? Aparentemente rude, decididamente nada familiar, este conto suicida-autoerótico de um filho detestável e seu pai incompetente deixa o espectador ofegando de surpresa.

3 In the Loop (Armando Iannucci) Uma sátira britânica inteligente, maldosa e boca suja sobre a luta pelo poder global que faz a mais importante pergunta: Como você debate a invasão do Iraque se suas gengivas começam a sangrar bem no meio da sua apresentação?

2 Anticristo (Lars Von Trier) Se Ingmar Bergman tivesse cometido suicidio, ido ao inferno, e voltado para a Terra para dirigir um filme de art-exploitation para drive-ins, este seria o filme que ele teria feito.

1 Importar Exportar (Ulrich Seidl) O filme mais triste do ano é também o melhor. As vidas miseráveis de imigrantes ucranianos em Viena fazem este angustiante, mas brilhantemente dirigido filme o equivalente cinematográfico a cortar os pulsos. Um novo gênero? Porno-depressão? Ei, eu saí fora.


21.12.09

Últimas Ceias

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Uma série de fotografias de James Reynolds documentando os pedidos de Última Ceia de prisioneiros de Corredor da Morte antes da execução. Veja mais trabalhos do artista aqui.














Qual seria sua última refeição?

15.12.09

A Single Man Trailer

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Já esta na lista, filmes que não vi, e já amo. Ao lado de Alice e Onde vivem os monstros!



Dirigido por Tom Ford (aka Colcci, Louis Vuitton...).

14.12.09

11.12.09

Portishead - Chase The Tear Video

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Portishead flertando com o pop e atestando sua genialidade! Nunca é tarde para mais uma música entrar na listinha de Melhores do Ano.



MP3 nos comentários ;)

Hot Chip - One Life Stand Video

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O álbum novo sai em fevereiro!