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24.3.10

Cinema em cartaz

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Nesta sexta-feira (26), às 20h, a tradicional Sutil Companhia estreará o 20º espetáculo do grupo, Cinema, no Teatro do Sesi São Paulo. Haverá sessões de quinta-feira a sábado, às 20h, e domingo, às 19h. A entrada é franca em dias úteis. Com direção de Felipe Hirsch e cenografia assinada pela premiada Daniela Thomas, Cinema não é uma homenagem explícita à sétima arte.
Depois da experiência atrás das câmeras – com o lançamento comercial do filme Insolação também programado para esta semana –, o diretor resolveu usar o cinema como uma metáfora para falar sobre ver e ser visto. No twitter eles disseram que as referências vão de Fellini à Godard, passando por obras conceituais e raridades. Podemos esperar um grande espetáculo, estão no curriculo dessa que talvez seja a melhor e mais produtiva companhia de Teatro do Brasil obras primas como: Temporada de Gripe, Avenida Dropsie e mais recentemente Não sobre o amor.

Serviço:
Espetáculo: Cinema
Local: Teatro do Sesi São Paulo
Endereço: Av. Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp, Capital
Entrada franca às quintas e sextas
Temporada: de 26 de março a 4 de julho de 2010.
Quinta-feira a sábado, às 20h; domingo, às 19h.
Duração: 90 minutos
Recomendação etária: Não recomendado para menores de 14 anos.
Gênero: comédia dramática
Capacidade: 456 lugares
Entrada: Franca às quintas-feiras e sextas-feiras. Nos dias gratuitos, a distribuição dos ingressos tem início a partir da abertura da bilheteria no mesmo dia do evento. Horário de funcionamento da bilheteria: de quarta-feira a sábado, das 12h às 20h; domingo, das 11h às 19h. São distribuídos dois ingressos por pessoa. Sábados e domingos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Vendas na bilheteria do teatro ou pela Ticketmaster (11-2846-6000).

11.8.09

Voz e alma de Hilda Hilst

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Espetáculo apresenta vida e obra da autora
Carolina Rossini



A Caixa Cultural de São Paulo apresenta o espetáculo Hilda Hilst - O espírito da coisa, peça que retrata a vida de uma das grandes autoras da literatura brasileira, falecida em 2004. Fruto de uma década de pesquisas, trata-se de um monólogo idealizado e interpretado pela atriz Rosaly Papadopol e dirigido por Ruy Cortez.

A primeira apresentação da peça aconteceu em maio de 2009 no Teatro Centro da Terra, ocasião em que ocorreu uma série de eventos em homenagem à escritora. O espetáculo teatral fora o carro chefe desse evento, segundo a idealizadora Rosaly Papadopol, que falou à CULT sobre a preparação da peça.

"Quando comecei a pesquisa para fazer o espetáculo, José Luiz Mora Fuentes abriu muitas portas para mim. Foi o grande colaborador do projeto. Abriu o arquivo da Hilda no Centro de Estudos da Casa do Sol e foi assim que tive acesso ao material, podendo começar meu trabalho", revela Rosaly. O escritor Mora Fuentes fez parte da preparação do espetáculo, porém, não concluiu seu trabalho com Rosaly e faleceu em junho de 2009. Ruy Cortez assumiu a direção do espetáculo em 2008.

O texto da peça é formado por textos da própria Hilda e entrevistas cedidas à meios de comunicação durante sua vida. Para Rosaly, o maior desafio ao montar o espetáculo foi "transmitir a forma do ser, a alma de Hilda para o público". A atriz diz não ter se preocupado em fazer algo biográfico, pois não se trata de um retrato da pessoa Hilda e sim a encarnação da voz de poeta, pensadora e contadora de histórias que ela foi.

"Tentamos transmitir dentro de um recorte a experiência de vida da autora através de sua obra", explica Ruy Cortez à CULT. O espetáculo procura passar ao público a imagem da autora, de personalidade forte e repleta de paixões. Segundo Cortez, utilizar a obra da autora foi essencial para montar uma peça rica: "A obra de Hilda não precisa de ajuda, é imortal e incrível". Desse modo os produtores pretendem deixar mais uma marca da autora para a posteridade, pois sua escrita já se perpetua e é nosso dever descobrir suas obras. "Queremos homenagear essa mulher incrível e tentar iluminar a sua essência literária", declara Rosaly.

Como a própria Hilda uma vez escreveu: "Quando o poeta fala/Fala do seu quarto, não fala do palanque/Não está no comício, não deseja riqueza/Não barganha, sabe que o ouro é sangue/Tem olhos no espírito do homem/No possível infinito", (Hilda Hilst - Paixões e Máscaras, do livro: Cacos & Carícias & Outras Crônicas). E para Cortez é disso que se trata o espetáculo: voltar-se para o espírito do homem.



Hilda Hilst - O espírito da coisa

Caixa Cultural - Pça. da Sé, 111 - São Paulo
De 06 a 16 de agosto
Quinta, Sexta e Sábado às 19h e Domingo, às 18h
Entrada franca - retirada de ingressos com uma hora de antecedência

12.2.09

Cias de Teatro Comemoram Aniversário

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Duas das melhores Companhias de Teatro do Brasil, estão em cartaz em São Paulo. Dia 19 de Janeiro a Cia Vertigem de Teatro inaugurou sua nova sede na Bela Vista e continua em cartaz, a leitura cênica da peça: Histórias de Amor (Último Capitulo) de Jean-Luc Lagarce.

Jean-Luc Lagarce, autor de “História de Amor (Últimos Capítulos)”, é um dramaturgo contemporâneo francês dos mais encenados na Europa na atualidade, mas ainda pouco conhecido no Brasil. Falecido prematuramente aos 39 anos de idade, vítima de Aids, deixou uma obra bastante prolífica e original. Escreveu mais de vinte e cinco textos: "Le Pays Lointain", "J´étais dans ma maison et j'attendais que la pluie vienne", "Nous, les héros", "Apenas o Fim do Mundo" e "História de Amor (Últimos Capítulos)".

“História de Amor (Últimos Capítulos)”, escrito em 1983, trata do encontro de um homem e de uma mulher com um outro homem, com quem ambos tiveram uma história de amor. Eles, ao fim desse romance-a-três, o abandonam para viverem juntos. Esse homem, então, sozinho, escreve, lê, lembra-se da história que os uniu no passado. É a lembrança de uma história, mas também a sua recriação. Trata-se, é claro, do amor entre essas três pessoas, mas também de um amor pela própria escrita, pelo próprio ato de escrever ou de criar, e em última instância, pelo próprio teatro. Imperdível.



Teatro da Vertigem – Serviço
Inauguração da sede e reestréia de História de Amor (Últimos Capítulos)
De Jean-Luc Lagarce
Data: 16 de janeiro de 2009, às 21 horas, até 8 de março de 2009
Local: SEDE TEATRO DA VERTIGEM: Rua 13 de Maio, 240 – 1º. Andar - Bela Vista – São Paulo/SP
Telefone: 3255 2713
Lotação: 50 lugares
Temporada: Sab, 21h, dom, 20h
Duração: 50 minutos
Ingresso: Grátis, retirada com uma hora de antecedência
Recomendação: 14 anos

"O teatro pode ser muito mais do que o que vemos hoje. É possível frequentar feudos diferentes, mesclar formatos; os radicalismos tribais nunca nos conquistaram".
Felipe Hirsch

E para dar largada às comemorações de seus 15 anos de atividade, a Sutil Companhia de Teatro, elegeu a cidade de São Paulo, cujo público se identifica com “o fazer” da companhia Curitibana. De terça-feira (4) até 5 de abril, o Teatro Popular do SESI, na Avenida Paulista recebe a Mostra Sutil 15 anos, que reúne três importantes criações das 23 realizadas desde a fundação da companhia: Avenida Dropsie (2005), recriação cênica do universo do quadrinista Will Eisner, e o intimista Não sobre o Amor (2008), inspirado na correspondência do formalista russo Victor Shklovsky com sua amada, durante o exílio dele em Berlim e Thom Pain - Lady Grey, espetáculo inédito nos palcos paulistanos. Thom Pain - Lady Grey (2006) é formada por dois monólogos do escritor Will Eno.


Avenida Dropsie

Mostra Sutil 15 Anos

Avenida Dropsie • Não Sobre o Amor • Thom Pain – Lady Grey

4 de fevereiro a 5 de abril

Teatro do SESI – São Paulo
Avenida Paulista, 1313 – São Paulo
Tels (11) 3146-7405 e 3146-7406
www.sesisp.org.br/centrocultural

Quarta a domingo 20h
Quartas - entrada franca
Quinta a Domingo - R$ 10,00 e R$ 5,00 (estudantes e idosos)
Bilheteria aberta de quarta a domingo das 12 às 20h.
Os ingressos para o dia gratuito (dois por pessoa) devem retirados na bilheteria no dia do espetáculo.

4 de fevereiro a 1 de março
Quartas e quintas: Avenida Dropsie
Sextas e sábados: Não Sobre o Amor
Domingos: Avenida Dropsie

4 a 8 de março
De quarta a domingo: Thom Pain – Lady Grey

11 a 15 de março
De quarta a domingo: Avenida Dropsie

18 a 22 de março
Quarta e quinta: Não Sobre o Amor
Sexta a domingo: Avenida Dropsie

25 de março a 5 de abril
Quarta a domingo: Avenida Dropsie

19.1.09

Terça Insana - Ventilador de Alegria

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O novo DVD do espetáculo de humor Terça Insana, Ventilador de Alegria foi lançado recentemente depois de um hiato de sucesso grandíssimo em relação ao primeiro DVD do grupo. Por ser um item indispensável muitos pediram pelo relançamento do show e por um novo espetáculo gravado, e pela antiga gravadora fechar, vários problemas dificultaram o lançamento de um novo DVD com os quadros impagáveis do Terça Insana. Com muitos usuários disponibilizando trechos das apresentações no YouTube, logo o espetáculo virou febre da internet, graças a apresentações da diretora e roteirista Grace Gianoukas, Roberto Camargo, Octávio Mendes, Luis Miranda, entre outros. Esses dois últimos ficaram de fora do novo DVD, foram contratados pela Globo afim de fazerem humor com frases de efeito repetidas toda semana e logo, ficaram na geladeira.

Mas no novo show - agora com um tema mensal - a trupe insana está mais madura, afiada e melhor do que nunca e ganhou reforços talentosos e inteligentes que é o caso de Agnes Zuliani. A atriz comediante rouba a cena com ótimos personagens que refletem o cotidiano e a história nossa, sempre com destacáveis textos inteligentes. Agnes utiliza sua formação de historiadora como base de seus personagens, como por exemplo, a durona saudosista e esclerosada Senadora Biônica, e seu destaque maior, Carlota Joaquina (veja abaixo). Destaque também para a Mal Amada.



Outro destaque de Ventilador de Alegria é Marco Luque, que além da simpatia em co-apresentar o programa CQC com Marcelo Tas e Rafinha Bastos, aqui nos mostra um surpreendente talento delicioso de comediante (e desperdiçado no programa da Band) em destacar o melhor e o pior de diversas profissões urbanas, com personagens como Motoboy (que ficou de fora do DVD), o Taxista e a incrível diarista Mary Help (odeia ser chamada de Maria do Socorro, seu nome verdadeiro).

Grace Gianoukas ainda é a diretora e roteirista do show e retorna com personagens novos, fazendo a gente ter saudade das geniais Cinderella, a traficante e Aline Dorel, a atriz de filmes cult que é chegada num lexotan. Os novos personagens não desapontam, pelo contrário: a mulher independente é um retrato fiel e engraçadíssimo da mulher casada contemporânea e a Santa Paciência, um espírito de luz criado por Deus a fim de ajudá-lo com suas criações. Roberto Camargo também volta (impossível imaginá-lo fora do show e ao lado de Grace) com a clássica Betina Botox (agora emo) e o engraçadinho Cupido - reclamando de como é difícil fazer as pessoas se apaixonarem no mundo atual.

Terça Insana, Ventilador de Alegria está disponível para compra em diversos sites e lojas do ramo, no UOL Humor com Confissões Insanas e ao vivo no Avenida Club em Pinheiros, todas as terças.
Mais informações: www.tercainsana.com.br